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Mahungane Mufana de Mil Olhares

Gênero : Crônicas da sociedade
Contacto Muianga
Rúbrica : Poesia / conto
Publicado em : 06/03/2017
Fonte : Antonio Muianga




Mahungane, mufana de mil olhares



 



 






 



Mahungane, espírito insaciável ao desânimo do povo



Mahungane, embrulho de feridas nunca curadas



Em pari passos do quotidiano vejo as mentiras estampadas nas vossas testas



Vejo politica musical nas vossas bocas



Politica esta, que só servem para este e aquele povo



 



Bolsos meus transbordam esmolas



A minha alma distribui xibalos nunca rentáveis



Tenho o peito de chaga infernal



Tenho a cede de burlas nunca burladas



Olhos meus passeiam no trono do vizinho Elvis



Que em segundos a sustentabilidade de vida transformou-se num pardal



 



As folhas sopram em árvores sem flores



A esperança cada vez mais vai rimando com a desgraça



E numa equação onde a esperança



É multiplicada com a desgraça



Sempre será igual a pobreza



Parvo sou! Peguei e o fiz sumir aquelas valiosas sementes



Sem ao menos o cultivar,



Passo a vida a lamentar



E com tanta crença a participar nas milagrosas orações



 



De pés cruzados em sofás, tu decides



Em canetas e em papéis brancos, rubricas o teu plano de vida



E mais cresce a tua conta bancária



Fiel cidadão de chinelos rotos bate as palmas pelo teu plano de vida



Pensando que seja mais uma escada para o desenvolvimento da sua pátria



 



Oh… Pobre camponês!



Sementeiras, sachas, cultivos em calos de suor no rosto



Matando a fome do homem de pés cruzados em sofás



Apenas rubricando e aumentando cada vez mais estratégias corruptas



 



São os meninos fofinhos de bochechas gordas,



São os meninos fofinhos de vidas feitas



São os meninos fofinhos que em vai e vem, vão estropeando mentalidades



Num simples mascar de surrumas



Cocaínas em embalagens cobertas pelos Mercedes bens



Universitário apenas para fazer valer a uma determinada personalidade 



 



 



Mahungane, mufana de mil olhares



O famoso xiconhoca, pastor de políticas nunca percebidas



Mahungane, o professor, o polícia, o enfermeiro de sapatos gastos



E ombros marrabentados de munições



 



Posso crer, que tiveste sonhos para o bem da nação



Presta atenção, não quis dizer desejos que serão concretizados para o bem da nação



Mais sim, sonhos, sonhos corruptos



Sonhos em que tu eras o ladrão da primeira categoria



Desviando e lançando a culpa ao felizardo da quinta categoria



 



Hoje enches a língua de palavras burocratas



Só para deixares transparecer a sua dedicação



Em locais de maior concentração política



Em leis e regras do sistema de informação



Para juntos comungarem esta maldição política



 



Desculpa!



 



Apenas são desastres vindo da tua aparência



E nas tuas falas que esvaziam a sociedade,



De políticas corruptas, doentias, crúas e núas.



 



                                                                     Antonio Muianga
                                                                                     inedito
 

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