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Participação no festival das artes HIFA com a peca teatral Psicose 4: 48

Gênero : Comunicados
Rúbrica : Teatro
Publicado em : 29/04/2015
Fonte : Mahamba Producoes

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O Grupo de Teatro Mahamba participa a partir de hoje, 28 de Abril na edição do ano 2015 do festival das artes HIFA, realizado anualmente em Harare, Zimbabwe, envolvendo uma boa parte dos artistas do continente. Trata-se de um festival multisciplinar com uma tradição a nível do continente africano.
Para o festival, Mahamba leva o monologo Psicose 4: 48, uma adaptação ao texto original da Sarah Kane, feita por Maria Atalia, que responde também pela direcção do espetáculo. A actriz que dá corpo ao monólogo é a Milsa Ussene, sua segunda participação em espetáculos desta companhia, depois de "La na Morgue". A trilha sonora eh feita por Rolando Lamussene, musico da CNCD, em colaboração com Mahamba.
Este trabalho já esta na sua terceira participação internacional, depois de ter estado em Zimbabwe e África de Sul e marca uma aposta aos monólogos, sendo que espera -se para julho do presente ano, a estreia de monólogo de Dadivo Jose, intitulado "Um Musico na cadeia".
Entretanto, trazendo uma reflexão sobre a situação politico-militar do país, Mahamba vai voltar a apresentar o espetáculo "Culpado? Combati um bom combate" no mês de junho. Trata-se de um ano muito agitado para a companhia que será marcado pelas celebrações do seu vigésimo aniversário, sempre trabalhando em prol do desenvolvimento das artes dramáticas em Moçambique.
SINOPSE PSICOSE
O espectáculo psicose 4:48 conta o que acontece com a Saranyana, uma mulher que está no limite entre a sanidade e a loucura. Estudos revelam que as 4:48 é o momento em que muitos suicídios acontecem. Os teólogos acreditam que 4:48 é a hora em que os feiticeiros param e regressam as suas casas. Verdade ou mito? Nao sei. Mas é a hora em que Saranhane se suicida.
Neste espectáculo trabalho mais com a imagem, ou seja, a minha grande preocupação é com a imagem, com o corpo, com a expressão facial e com a voz. Uso o texto apenas como ponto de partida para poder chegar ao espectáculo, a minha maior preocupação é fazer com que ninguém fique excluido. Quero que ate aquela pessoa que não fala e nem percebe a língua portuguesa possa através das imagens perceber o espectáculo, e talvez criar o seu próprio texto.
Portanto, a imagem é um elemento chave e ela atravessa o corpo da personagem de maneira violenta. Ele, o corpo, é levado a estados intensos, como o transe e o gozo, até à figuras mínimas onde há apenas voz e gesto. Nos momentos de fala, ela é feita de maneira seca e precisa, ela funciona como extensão deste corpo cuja voz e discurso são explorados até a exaustão
A música executada fundamentalmente com base em instrumentos tradicionais mocambicanos, joga um papel de particular importância. Porque não é apenas uma trilha sonora, ela faz parte do mundo insano em que a personagem vivida pela Milsa está mergulhada.
Ela está no limite entre a sanidade e a loucura por várias razões, uma delas é que ela está possuída por espíritos, ou seja, tem um marido espírito que lhe foi dada ao nascer e ela nao sabe que o tem. Ele, o espirito, faz com que ela seja uma pessoa por vezes violenta, e essa violencia faz com que ninguém queira estar com ela, não consegue amar, não consegue fazer amor, não consegue estar com os outros. Isso leva-lhe ao fundo da depressão e essa depressão leva-lhe a cortar os pulsos, cortar cabelo, desejar profundamente se matar, entre outras coisas.
Maria Atalia
Ficha tecnica
Saranyana- Milsa Ussene
Musico- Rolando Lamussene
Texto- Sarah Kane
Adaptacao- Maria Atalia
Direccao-Maria Atalia
 

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