SPLA : Portal da diversidade cultural
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Sulplaneta, um instrumento adaptado

O portal Sulplaneta foi criado em 2006 para responder às necessidades específicas dos artistas e dos operadores culturais do Sul. Desenvolvido por Africultures, em conjunto com a sua rede de parceiros internacionais (ver os logos tipos em baixo da página), o website é ao mesmo tempo :

Sulplaneta já oferece:

Como é reunida esta informação?

A tarefa seria impossível sem as oportunidades abertas pelo Web 2.0, que permite a cada um ser dono da sua própria comunicação. Ao clicar sobre a janela “Espaço pro” do website Sulplaneta, cada um pode criar a sua ficha pessoal e administrá­la como quiser , divulgando diariamente as informações ao seu respeito (gravações, filmagens, escritos, ensaios, tournées, estreias de álbum ou de livro, conferência, organização de evento...). Isto garante a informação mais completa e mais actualizada possível. Africultures valida os novos dados, para garantir a seriedade das informações online e escapar a qualquer descontrolo.
Sulplaneta arquiva cada dia dezenas de novas publicações. O portal vai sempre melhorando: cada vez mais de dados e utilizadores e cada vez mais de ferramentas disponíveis. Este é um círculo virtuoso que, uma vez lançado, não tem razão de parar . Sulplaneta é então um instrumento de longo prazo, autogerido pelos utilizadores.

Novas ferramentas em via de elaboração:

Contexto e necessidades

Falta de visibilidade dos artistas

A promoção dos criadores e dos operadores do Sul, desde a circulação até a difusão das suas obras, é limitada pela ausência de visibilidade internacional. A informação está dispersa. Alguns artistas já utilizam os instrumentos de autopromoção da Internet como Facebook ou MySpace, mas estes websites são pouco adaptados aos criadores e deixam a informação demasiada espalhada. Por outro lado, a quantidade de dados é tal que só um site Internet de tipo Web 2.0, a onde cada um pode publicar as suas próprias informações, é capaz de os agrupar.

Falta de perspectivas profissionais

Os artistas e os técnicos da cultura (técnico de luz, operador de som...) queixam­se da dificuldade de encontrar trabalho, enquanto os espaços de espectáculos ou de exposição e os festivais queixam­se de não encontrar artistas para divulgar , e os realizadores de não encontrar actores... Uma contradição profunda, que um instrumento de ligação em rede dos diferentes actores culturais poderia contribuir a resolver.

Falta de estruturação do meio cultural

Os países do Sul sofrem geralmente de uma falta de estruturação do seu sector cultural. Por falta de conhecer as pessoas certas, cada um está condenado a encarregar­se de um papel que não é seu : os artistas asseguram a sua própria promoção, sua própria produção, e as vezes as suas próprias críticas! Cada um fica disperso em vez de concentrar­se sobre uma única competência, o que torna o meio pouco profissional. Mesmo nos países que dispõem de uma grande actividade cultural, raramente podemos falar de uma verdadeira "indústria cultural".

Falta de dados e instrumentos de análise para os decisores

Não existe actualmente nenhum instrumento permitindo a avaliação do dinamismo ou das carências do sector cultural de um país. Os operadores culturais como os decisores políticos, nos recentes colóquios internacionais, imploram unanimemente uma ferramenta de informação, de visibilidade, de comunicação, de intercâmbio e de rede. Um instrumento que possa, nomeadamente, ajudar a preencher as carências em termos de informação estatística para os observatórios culturais e os decisores e contribuir assim no melhoramento das políticas culturais e de cooperação.

Sem dúvida, as iniciativas multiplicam­se, sobretudo localmente, para preencher a falta de informação no domínio cultural. Mas muitas se repetem ou permanecem desconhecidas. Além disso, os operadores culturais não podem responder frente a esta multiplicidade de iniciativas. Uma única referência é necessária. A única que tenha a dimensão de um portal internacional permitindo encontrar facilmente a informação procurada, e com um intuito exaustivo, é o portal web Sulplaneta (www.spla.pro).

Objectivo a curto prazo

Um instrumento de promoção dos artistas e de difusão das suas obras

Sendo que Sulplaneta beneficia da fama e das redes criadas em quinze anos de trabalho de Africultures, o portal oferece aos artistas uma plataforma para sair do isolado e fazer (re)conhecer os seus trabalhos. Isto significa ao mesmo tempo, realizar economias de escala (organizar a tournée de um grupo em vários locais em vez de actuar sozinho, dispor de espaços gratuitos de promoção Internet), fluidificar a informação (que os artistas saibam que um concurso está a ser organizado, que uma formação está a ser proposta...), favorecer a indústria cultural do país (dando os contactos das estruturas, técnicos e artistas) e fazer emergir novos talentos (para que os artistas emergentes possam enviar as suas candidaturas nos locais e nos eventos).

Objectivo a médio prazo

Um instrumento de profissionalização dos agentes e de estruturação do sector cultural

Sulplaneta deve acompanhar a emergência de um sector cultural estruturado, organizado, profissionalizado. Para transformar as iniciativas privadas isoladas em uma verdadeira industria cultural, os agentes podem trabalhar em conjunto: os menos preparados podem profissionalizar­se junto dos mais competentes, as estruturas podem organizar a circulação das obras e dos espectáculos em comum (economias de escalas)... A ligação em rede de todos pode permitir a cada um de encontrar o seu lugar apropriado, entrar em contacto com as pessoas certas, complementares das suas próprias competências, da maneira mais profissional possível.
Os fóruns de intercâmbio de boas práticas, as listas de contactos, são ambos ferramentas de rede dos agentes, factores essenciais do reforço das capacidades e da eclosão de novas indústrias culturais.

Objectivo a longo prazo

Um instrumento de conhecimento e de tomada de decisões políticas

Os decisores políticos e institucionais apenas poderão acompanhar esta estruturação do sector na condição de dispor das informações adequadas. Com Sulplaneta, eles terão informações mais precisas, completas e em tempo real, directamente fornecida pelos próprios agentes.
Estes dados serão quantificáveis, ordenáveis, analisáveis, o que facilitará a tomada de decisão e o apoio político. Funcionando como lista de contactos, a base de dados permitirá aos decisores enviar emails de sondagem para consultar o sector cultural.

Um instrumento de luta contra o desemprego e a redução da pobreza

Sulplaneta favorece uma melhor circulação, difusão e venda das obras (graças à um crescimento da sua visibilidade para com os operadores culturais, produtores e compradores), um mercado de trabalho mais activo (se os técnicos, actores, gráficos locais se fazem conhecer , eles poderão ser recrutados localmente em vez de outros virem do estrangeiro), a atracção de novos fundos e produtores, a confiança dada pela “amostra” que o site oferece da vivacidade do sector ... Isto para que este sector cultural, que emprega um grande numero de pessoas, seja um sector económico dinâmico, reduzindo assim uma parte da pobreza dos países.


Os Portais nacionais

As necessidades dos diferentes países ACP nem sempre são as mesmas, as línguas e as realidades são diferentes. Os actores culturais estão por vezes perdidos na imensidão dos dados a escala internacional, e sentem necessidade de poder comunicar e organizar­se numa escala menor . Então, o website Sulplaneta tenta pouco a pouco de subdividir­se em portais nacionais, com grafismo, informações e fóruns próprios a cada país. Isto não deixa de ser compatível com uma visibilidade no âmbito internacional, já que as bases de dados Sulplaneta/portal nacional estão ligados: qualquer informação publicada num website aparece automaticamente no outro.

Modalidades : uma pesquisa de campo é efectuada nos países por uma estrutura cultural associada. Uma equipa de especialistas/pesquisadores é formada para cobrir as diferentes áreas geográficas e cada uma das disciplinas artísticas no país. Esta equipe é igualmente encarregada da mediação do projecto, no intuito de mobilizar todos os actores do meio cultural.

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